quinta-feira, 20 de março de 2008

O papel das instituições de ensino superior na integração dos jovens no mercado de trabalho

Importante. Sem dúvida que sim. Uma instituição de ensino superior tem um papel fundamental na integração de qualquer jovem no mercado de trabalho. Mas não é tudo. Competir hoje no mercado de trabalho é muito mais do que ostentar uma boa média e uma universidade de prestígio como cartão-de-visita. Porque as pessoas não são todas iguais, as empresas consideram outras características além da universidade.


Ser um finalista do ISCTE é diferente do que ser finalista de outra instituição de ensino superior. Porque o ISCTE é uma marca instituída no mercado. Uma empresa sabe o que vai encontrar quando lê num CV as cinco letras mágicas. I-S-C-T-E significa hoje mais do que um curso, um conjunto de competências raras no mercado de trabalho: espírito de equipa, entreajuda, persistência, companheirismo, sentido crítico, empenho. A Universidade continua, portanto, a ser bastante importante.


Contudo, as empresas procuram Hoje além do percurso académico, outro tipo de pessoas. Quais são os meus pontos fortes? Sou pró-activo e aberto ou a minha atitude é mais individualista? O que faço nos tempos livres? O que aprendi fora da Universidade? Fiz Erasmus e alarguei horizontes ou optei por viver uma existência tranquila em Portugal? Envolvo-me na vida académica da minha universidade ou passo mais ou menos indiferente ao que está à minha volta?


A Universidade de onde venho mostra onde estou inserido mas não mostra quem eu sou. É no cara-a-cara das entrevistas que o candidato se revela. Ali, o entrevistador já leu o seu CV e já sabe de onde vem e por onde tem andado. Avalia-o. Cada frase é objecto de análise. Na sua frente está um produto que tem de se vender. Se conseguir, provou três coisas: conhece-se e por isso está confiante, é um bom comunicador e consegue pensar numa resposta estruturada às questões que lhe são colocadas e, por último, está motivado para a empresa a que se candidatou. Outras capacidades são testadas nas fases seguintes: testes psicotécnicos, dinâmicas de grupo e case-studies ajudam a empresa a perceber se o candidato pensa de forma criativa, trabalha em equipa e se sabe aplicar o que aprendeu durante o curso em situações imprevistas.


Uma vez admitido, nada disto interessa. Os testes de recrutamento são agora irrelevantes. O novo colaborador da empresa começa do zero. Esta é a fase mais importante da sua integração no mercado de trabalho e é ele que a controla. O que tem de provar? Tudo. Um recém-licenciado é apenas uma promessa de bom desempenho. Tem de consumar objectivos, alcançar resultados. Cumprir ou exceder expectativas: é disso que é feito o sucesso. O seu caminho depende apenas dele próprio. Dia-a-dia, na qualidade do trabalho e no convívio com os colegas, no equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e na dedicação ao papel que desempenha na organização, ele tem de fazer a diferença. E isso só depende dele.

5 comentários:

Anónimo disse...

Pertencer á comunidade do Iscte, é para mim um enorme orgulho.

Esta casa será o marco de grandes alegrias na minha vida.

Aqui fica um simples testemunho de uma aluna de mestrado.

Miguel disse...

Peço muita desculpa ao autor do texto (se é que o conjunto de frases que compõem o texto são da sua autoria), mas parece-me muito pretensiosismo um Finalista escrever um texto assim sobre o Mercado de Trabalho e a marca do ISCTE...
Parece o despejar de uma série de frases feitas que o mesmo foi ouvindo ao longo do seu percurso académico.
Não quero com isto dizer que não concordo com o que é dito neste texto. Questiono contudo os "créditos" que um Finalista tem para falar assim? Se este mesmo texto tivesse sido assinado por uma pessoa com reconhecida e larga experiência no Mundo Empresarial certamente que isto tinha impacto e sem dúvida seria um texto credível, agora um Finalista escrever frases como "Porque o ISCTE é uma marca instituída no mercado." suscitou-me imediatamente uma questão: "Mas como é que uma pessoa que se vai agora lançar ao mercado pode afirmar uma coisa destas tão convictamente? Baseado em quê?"
Este é um erro típico da nossa sociedade, todos nós podemos e devemos dar os nossos "bitaites" sobre os mais diversos assuntos, contudo não devemos elevar os mesmos a verdades absolutas como se fossemos donos da razão. É como ouvir um pseudo-comentador comentar um assunto sem que o mesmo nunca tenha exercido uma actividade solidamente credível nessa área (vejam a diferença dos comentários desportivos que habitualmente temos na televisão e os comentários que o "Special One" fez aquando do Euro'04).
Podia o autor simplesmente reproduzir um caso de uma entrevista em que tivesse ido e na qual o entrevistador dissesse algo como: "Humm, com que então vem do ISCTE... Muito bem... É uma grande escola e apreciamos muito as qualidades dos profissionais que connosco trabalham e que de lá vieram!"
Tudo isto para alertar um Finalista, e todos os seus leitores, que acredito que a força do seu texto fosse muito maior caso ele se tivesse refugiado e recolhido um conjunto de afirmações tecidas por pessoas de reconhecida importância dentro da sua área de acção. Mas enfim, caro colega, não tens culpa de seres citado numa newsletter da Escola de Gestão... Culpados são aqueles que a divulgam e que deviam procurar algo mais credível, como por exemplo, um conjunto de citações públicas efectivamente relevantes e que mostrassem a força do ISCTE no Mundo Empresarial...

Luís Martins disse...

Caro Miguel, em primeiro lugar agradeço o comentário que fez (se é que o conjunto de frases que o compõem são da sua autoria). De facto, tem toda a razão, não introduzi no texto nenhuma citação. Não precisei. Teria que o fazer se a minha afirmação de que o ISCTE é uma marca conceituada no mercado de trabalho tivesse de ser suportada em alguém mais importante ou credível que eu. O que acontece é que me limitei a constatar um facto e, portanto, qualquer um o podia ter feito. Prova deste facto são, ano após ano, os números das licenciaturas IBS: 100% de empregabilidade, médias de entrada cada vez mais elevadas, 0% de vagas por preencher. Penso que os leitores deste blog se mantêm a par da actualidade mas, para os que (como o Miguel) necessitam de ser informados, aqui fica o cordial esclarecimento.

Joana Nicolau disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joana Nicolau disse...

Caro Miguel,

Existem factos que suportam a afirmação de que o ISCTE é uma marca instituída no mercado de trabalho.

Já alguma vez ouviu falar das quatro grandes consultoras? Elas merecem esse título pelo seu historial, pelo trabalho que desenvolvem e pelo reconhecimento que têm. Ninguém lhes concedeu esse título após trabalhar nas quatro empresas ou ser cliente das quatro empresas. Foi simplesmente uma "fama" que se gerou. Poderá fazer a mesma pergunta, esse título de "Big Four" vem de onde? Baseado em quê?

Na área da gestão existem as quatro grandes universidades. Posso nomeá-las, mas penso que já sabe quais são. São as quatro grandes porque as maiores empresas dão prioridade a essas universidades nos processos de recrutamento. O facto de um finalista ter estudado numa dessas faculdades já garante à empresa que o candidato tem uma série de competências que os finalistas dessas faculdades costumam ter.

Sendo assim, Miguel, acho que o colega Luís Martins não fez nenhuma afirmação descabida. Enquanto finalistas que estão envolvidos em vários processos de recrutamento, sabemos como reagem as empresas ao nome "ISCTE". Sabemos se é uma mais valia ou se é indiferente estudar numa faculdade ou na outra. E sabemos o que é que eles valorizam na formação do ISCTE porque eles nos dizem.